EDIÇÃO 43

O destaque desta edição de Hot Rods é a cobertura de duas etapas do Good Guys, a associação que reúne os aficionados por todas as vertentes de hots nos EUA. De Columbus, em Ohio, a Des Moines, no Iowa, quase na fronteira com o Canadá, os admiradores da arte de customizar carros antigos mostram a força que têm no país berço da indústria automobilística. Em Columbus, o evento atraiu mais de 100 mil pessoas e cerca de 6.400 carros. Em Des Moines, a atração foi mostrar carros de outra região do país, além da tradicional costa-oeste.

 

Ford Roadster 1932
 

Pimenta neles

Apaixonado por hot rods realiza sonho ao montar Roadster 1932

Texto: João Guimarães
Fotos: Ricardo Kruppa

 

Realização. Só entendemos realmente o sentido desta palavra quando conseguimos terminar algum grande projeto. Seja ele de vida, pessoal ou profissional, ao vermos o resultado de horas de trabalho, dedicação e esforço é que entendemos o porquê de nos sentirmos realizados.

Para o funcionário público Marcelo Pil, 36 anos, sua maior realização é ter um hot rod. Mas ele não fica satisfeito apenas em montar e ostentar um exemplar em sua garagem. Ele diz que só sente realmente prazer de dirigir quando está atrás do volante de um clássico antigo com motor forte. “Os carros de linha, mesmo sendo zero km, são para mim apenas meios de transporte”, diz.

Para ele, montar um hot é uma arte para que todos apreciem. Sua primeira realização foi em 2002, quando conseguiu montar um lendário Shelby Cobra. “Tinha mecânica seis cilindros turbo. Uma obra de arte”, diz. Infelizmente, Pil precisou se desfazer do veículo. “Era o único carro que eu tinha para trabalhar, fazer compras, etc.” diz. “Quando chovia era um problema, pois não podia sair”, explica.

Ao vender o carro em questão, Pil afirma que sentiu justamente o contrário de realização. “Senti um enorme vazio, ainda não conseguindo acostumar-se com os veículos de passeio”, explica. “Criei coragem e consegui convencer minha mulher a vender uma moto e um Omega que tínhamos”, explica. A esposa foi bastante compreensiva, pois o sujeito simplesmente resolveu montar outro veículo conversível, um Ford Roadster Hiboy 1932. 

A loucura valeu a pena. O carro que ilustra esta reportagem é um colírio. Ostenta blower, pintura especial e motor V8. Carro original agora só para ir ao mercado.

 
 
 
         
 
 
 
         
 
 
 
A reportagem completa você confere na Hot Rods 43.
 
 
 
 
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